Dois fatos engraçados marcaram a nossa estadia no rancho:

Uma noite eu chego da pescaria e meu travesseiro não está na cama, resultado, o Boré bebeu umas e outras e estava babando no meu travesseiro. Fiquei puto da vida e não tive dúvida em acordá-lo e pedir meu travesseiro de estimação de volta. A gente se apega em cada coisa nessa vida não é...

Mais engraçada foi a estória que o Seu Antonio, o caseiro do rancho vizinho contou. Seu Antonio, sempre solitário, acabou ficando amigo nosso, trouxe uma paleta de cateto que ele mesmo caçou e que devoramos feita na brasa.  Ele contou uma história de uma "classe", segundo ele, de japonês, que como cascavel, imagina se não sobro pra Lilian a brincadeira. Rapidinho ele esclareceu que ela não era dessa "classe" de japonesa, daquelas que come cascavel...

Segundo ele, alguns roceiros estavam roçando uma área perto de uma nascente, quando o tratorista pediu a um dos peões que fosse buscar água e ordenou que ele levasse um cantil, mas que tomasse cuidado com a sucuri que vivia por lá, pois ela era dada a hipnotizar os cachorros e até pessoas e a comê-las.

Como o rapaz estava demorando muito, o tratorista ordenou ao outro peão que fosse ver o que se passava e qual não foi a surpresa quando chegando ao pé da nascente, viu o rapaz tirando a camisa para se enfiar dentro da bocarra da Sucuri. Pedimos permissão e filmamos toda essa estória, contada pelo Seu Antonio e com essa nos despedimos de Nova Paranaiguara, depois de uma pescaria fraca, mas ainda com alguns belos tucunas de 2 a 3kg que foram doados para o dono do rancho onde ficamos. Agora sim a Lilian não escaparia do Cafofo do Bin Laden.

 

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