EDUARDO BALBO JARRUCHE E LILIAN HORAYAMA DO BRASIL CRISTALINO , não só responderam algumas perguntas, como contaram toda a história da fantastica viagem , desde o planejamento até os dias atuais. O Dive Brazil sente-se honrado por ter recebido hoje e sempre tanta atenção desse casal! Obrigado.

"Quero agradecer ao Anderson Broco e a todos do Dive Brazil que sempre demonstraram muito carinho conosco do Brasil Cristalino. Muito obrigado por se interessarem pela nossa história... Quero que todos vocês saibam que é um privilégio enorme poder viver e dividir cada aventura com vocês..." Eduardo Jarruche

1. Como iniciou sua relação com a pesca submarina?

Quando eu tinha uns 12 anos de idade, morando em Ribeirão Preto, SP, minha irmã mais velha voltou dos EUA com uma máscara daquelas de visor inteiro e com um snorkel de presente. Por muitos anos eu levei esse conjunto para o litoral nas férias de final de ano e sempre procurava um costão de pedras pra mergulhar.

 

 

Muitos anos depois, já cursando Agronomia, em Piracicaba, SP, eu comprei uma espingarda de ar comprimido da marca Mako usada, com pistão da Cobra e fui em uma trip com a galera da faculdade para Ilhabela, praia de Castelhanos. Matei um parati barbudo...

Muitos outros anos se passaram sem grandes avanços, até que, já morando na capital de São Paulo e cursando Direito (Sim, eu estudei pra cacete...rsrsrs), um amigo de faculdade me levou pra conhecer Cananéia, no litoral Sul de São Paulo.

O ano era 1998 e eu decidi comprar uma nadadeira e um arbalete 90 Picasso, uma roupa de neoprene, máscara e snorkel. Daí em diante, eu descia de 15 em 15 dias para Cananéia para pescar nas marés de quarto, quando a água limpava no canal e nas ilhas costeiras.

Quando me mudei pra Andradina, no interior de São Paulo, em 2002, eu já sabia que o Rio Paraná, que divide o Estado de São Paulo do Mato Grosso do Sul era bom de peixe e foi aí que comecei a praticar a Pesca Sub em Água Doce, indo para Cananéia no verão e sempre que fosse possível.

Até 2007, eu pratiquei a Pesca Sub de final de semana, tentando conjugar as pescarias com a saídas noturnas (bares, boates, bailes) e não evolui muito.

Foi só a partir de 2008, quando decidi parar de trabalhar e só pescar, que comecei realmente a evoluir...

2, De que forma surgiu a idéia de percorrer o Brasil e posteriormente as Américas fazendo pesca sub ?

Desde que eu vi pela primeira vez as fotos do Panamá, das caranhas, dos olhos-de-boi e dos peixes-galo do Pacífico que o Claudião tinha na parede da Claumar, em São Paulo, eu comecei a nutrir o sonho de pescar lá.

Porém, eu sempre pensei que antes eu deveria conhecer o Brasil muito bem, para depois conhecer outros países.

Minha decisão de parar de trabalhar veio em uma hora difícil na minha vida, em que meu pai havia falecido e todas as áreas da minha vida entraram em crise.

A pesca sub foi minha motivação para sair daquela fase difícil e pouco a pouco foi se tornando minha principal ocupação, ainda que não remunerada.

Quando eu conheci a Lilian, ainda em Andradina, SP, eu pescava todos os dias e como ela morava no Rio de Janeiro e estava passando um feriado em Andradina, eu prometi a ela que quando a pesca fechasse no Rio Paraná, pela Piracema, eu faria uma visita pra ela no Rio e assim começaram minhas viagens, que depois se tronaram nossas.

Pouco a pouco eu fui medindo o dinheiro que me entrava por mês, fruto do aluguel de propriedades recebidas com a morte do meu pai, que era médico e comparando com os gastos que eu tinha para viajar, com pousadas, combustível, pescarias e tal...

Percebi que com o que eu recebia por mês eu poderia viver o ano todo viajando e pescando pelo Brasil. Foi aí que eu convidei a Lilian pra morar comigo e depois pra fazermos a primeira viagem pelo Brasil.

Pela minha afinidade com a Água Doce, decidimos subir pelo meio do Brasil pescando nos rios durante a estação seca, quando a água está limpa, no inverno, até a Amazônia e descer pela Costa, procurando aproveitar o verão, quando a água limpa no Mar.

Durante a viagem, como filmávamos tudo, decidimos fazer um vídeo de cada etapa e como sempre andávamos buscando água cristalina pelo Brasil, pra mergulhar, me ocorreu o nome de Expedição Brasil Cristiano Martinsalino e a Lilian aprovou na hora.

Com relação as Américas, como eu falei antes, o Panamá teve um peso importante e o Caribe também, pela água clara, os cenário paradisíacos e tudo mais...Hoje eu sei que a pesca é tão boa ou melhor no Oceano Pacífico e aqui no Mar de Cortes, onde estamos.

Sempre que eu pensava no Panamá, antes de viajar pelo Brasil, me desanimava a questão do enjôo no mar. Eu sempre enjoei no mar, desde o princípio em Cananéia e eu imaginava gastar uma grana de avião, voar pra lá, sair em um mar picado, enjoar e não conseguir pescar. Eu também era muito ansioso antes das pescarias, passando as noites que antecediam as pescarias sem dormir, se não todas, muitas delas.

Com a viagem do Brasil, eu percebi que, ainda que eu não houvesse conseguido pescar em muitas ocasiões e até enjoado, eu consegui pescar em muitas outras, principalmente quando eu saia de inflável, uma embarcação minha, a qual eu já estava acostumado, sem estresse, sem compromisso, podendo escolher os dias de mar calmo.

Aliando esse fator psico-fisiológico, com o financeiro, pois no final da viagem pelo Brasil minha renda havia aumentado, eu comecei a pesquisar na internet e encontrei diversos casais dando a volta ao mundo, viajando as Americas, enfim, casais brasileiros viajando o mundo de carro.

Li muito, troquei experiências, inclusive com viajantes que encontramos pelo Brasil e como já tínhamos a experiência da viagem pelo Brasil, calculamos que com o dobro do orçamento mensal da viagem pelo Brasil poderíamos fazer uma viagem de carro saindo do Brasil e indo até o México, praticando a pesca sub, indo por uma Costa e voltando pela outra, ou alternando, hora no Oceano Atlântico, hora no Oceano Pacífico.

Assim surgiu a Expedição Brasil Cristalino Dois Oceanos.

Quando chegamos no Panamá, eu havia vendido uma pequena propriedade rural que recebi de herança do meu pai e, depois de algumas experiências desagradáveis e perigosas com pangueiros e serviços de pesca sub, decidimos comprar o Brasil Cristalino.

Esta é uma história interessante e que pouca gente sabe:

Quando saímos do Brasil, a fila pra tentar um visto para os EUA era de seis meses e não tivemos tempo para tirar o visto. Decidimos que não iríamos até os EUA, até porque, de acordo com nossas informações, a pesca lá não era lá essas coisas, com água fria na maior parte do ano (hoje eu sei que não é bem assim).

Enfim, saímos do Brasil sem o visto para os EUA e acabou que no Panamá não havia o barco que queríamos. Eu achei o Brasil Cristalino pela internet em San Diego, na Califórnia, mas não pude ir vê-lo antes de comprar.

Como eu havia visto um barco da mesma marca e muito parecido em uma marina no Panamá e gostado muito, sendo o nosso barco novo e com 5 anos de garantia, eu resolvi assumir o risco.

Compramos o barco, instalamos os equipamentos eletrônicos, pedimos uma inspeção minuciosa, contratamos o seguro e contratamos uma empresa indicada pelo "broker" (vendedor) para enviar o barco pra Costa Rica (eles não entregavam no Panamá). Tudo pela internet.

Graças a Deus e a forma de fazer negócios dos americanos, tudo aconteceu como planejado e o barco era exatamente o que queríamos, porém, sabendo o que eu sei hoje, eu nunca mais faria isso...

Daí em diante a viagem ficou mais divertida e o investimento valeu cada centavo. Vivemos sobre a água, no nosso barco/casa, desde 25 de abril de 2011, pescamos muito no Panamá, onde ficamos 1 ano em meio, nos dois lados, Caribe e Pacífico, viajamos até o México e eu não poderia estar mais feliz, inclusive por ter uma companheira que me apoia, pesca junto e ainda faz toda a nossa comida.

Obviamente nem tudo foram flores, eu tive que aprender muito de barco, desde a manutenção do gerador, ar-condicionado, transmissão, parte elétrica e tudo mais...mas valeu a pena...

Hoje, depois de tudo que passamos nesses 4 anos e algo em que estamos viajando, poder encontrar um lugar como La Paz, com uma vida marinha incrível e uma qualidade de vida e estrutura para o turismo náutico surpreendente, tem sido muito legal poder receber os amigos brasileiros e compartilhar um pouco dessa aventura com cada um de vocês.

Esperamos que muitos possam realizar esse sonho, que também já foi nosso, de pescar no paraíso...aliás, ainda é...todos os dias...

3, No Brasil, onde vc considera os lugares mais interessantes para praticar pesca submarina ?

No Brasil, em Água Doce, Rio Paraná, onde morei, porém atualmente a pesca sub está proibida...mais uma lei sem qualquer embasamento científico que nós acabamos engolindo...

Em Água Salgada, nossa experiência no Brasil foi limitada, pois ainda éramos iniciantes no mar e raramente saíamos em outras embarcações que não fossem o nosso inflável, pois nosso orçamento não permitia...

- O Parcel Manoel Luis, no Maranhão, que ficou só no sonho...

-Fortaleza me marcou muito, mais pelos vídeos do Omar Queiroz, quem eu conheci pessoalmente e me levou pra pescar no barco dele, do que pela minha experiência, pois o mar de lá não é pro meu estômago, creio que até hoje...

- As plataformas do Rio Grande do Norte, na região de Galinhos, onde pesquei e as do Pedro Sales, que só conheci por vídeo.

- A região da barra de jangada, no Recife, pro Sul e pro Norte, dos meus prezados amigos Vanildo e Bivar, quem eu conheci na marina de onde ele sai todos os dias.

- O Pontal do Peba, na Foz do Rio São Francisco, território do Tone Madison e do Pedro Sales, onde passamos na época da água suja e não pescamos.

- Toda a região das Alagoas, do meu amigo Tomás Accioly Paiva, onde tivemos o privilégio de pescar no Itapagé.

- No azul, no Estado da Bahia, a região da Praia do Forte, Arembepe, Morro de São Paulo, Ilhéus, Barra Grande e Itacaré.

- Falando de corais e cabeços, ainda na Bahia, Prado, Cumuruxatiba, Ponta do Corumbau, Caravelas, Alcobaça e é claro, Nova Viçosa e toda a região dos Abrolhos, fora do parque Nacional, do nosso querido amigo Buiú.

-No Rio de Janeiro, Arraial do Cabo e Ilha Grande, principalmente a Ilha de Jorge Grego e imediações.

- Em São Paulo, Garoupas, Robalos, Caranhas, pampos e outros, pesquei muito em Cananéia, no litoral sul, um lugar mágico pra mim, onde aprendi muito, com amigos como o Sergio Madeira, que me ensinou a pescar na água suja e muitas outras coisas...Um lugar onde a água quase nunca limpa, mas quando limpa...sai de baixo...

Daí pra baixo eu não pesquei, pois quando chegamos em Cananéia já era julho e Paraná, SC e RS no inverno é pauleira e também porque, coincidentemente, recebemos a notícia de que a chácara onde morávamos em Andradina, SP havia sido vendida e precisamos finalizar a Expedição Brasil Cristalino para assinar os papéis...Espero ainda poder fazer essa região toda em um verão...Quem sabe o Anderson Broco nos recepciona por aí...

Mais uma vez obrigado por este espaço para que pudéssemos mostrar um pouco mais da nossa história aos amigos pescadores sub. — com Eduardo Balbo Jarruche e Lilian Horayama.

Comentários   

0 #2 Tiffany 12-02-2018 02:19
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