Saio da marina em nosso inflável de 4m e motor 15hp. Uma idéia fixa: capturar um dos primeiros olhetes que já devem estar por aqui pela Baja Califórnia nesta fria época do ano. Estamos entrando no inverno por aqui, diferente do Brasil, que entra no verão. O dia começa bem e na primeira caída, faço uma descida em um naufrágio que está a 28m e a 24,4m eu arpoo um dentão e ainda acerto outro na cabeça. Um duble. A idéia do olhete dirige o timão novamente. Encontro um pescador de linha e pergunto pelos olhetes. Ele sugere que já estão aparecendo no lado mais profundo e exposto de uma ilha com formato de baleia, distante umas 15 milhas náuticas.

Este filme conta a história da nossa viagem de carro do Brasil ao Panamá, praticando a pesca submarina.

 Pole Spear Pending World Record - Pacific Black Snook

I went spearfishing alone around the Islands outside of La Paz, departing from the Marina Costa Baja, where our boat is moored, by dinghy.

With no luck in the blue water, going back to the marina, I stopped by a very good spot for snook, where they usually congregate this time of the year. 

It was almost 6 p.m. and I was very tired from the long 15 miles dinghy ride, but I just had to check that spot before calling the day.

I anchored the dinghy over the rocky spot and grabbed my Pole Spear, without buoy or floatline, free as I like it.

 Saio da marina no meu inflável de 4 metros, motor de 15hp e começo a navegação até o primeiro ponto de pesca...O vento aqui conhecido como Corumuel, S SW, é intenso e incomoda a navegação. Vou progredindo devagar e olhando no GPS. Chego no primeiro ponto, localizado a 7 milhas da marina, caio na água e vejo alguns dourados, não disparo em nenhum, são pequenos. Continuo navegando e uma milha mais tarde, o vento já está bem mais fraco e posso deixar o inflável à rola, enquanto caio na água sozinho (não faça isso em casa). Vejo mais dourados e de um porte melhor, mas ainda assim fico apenas apreciando o cardume e filmando. A água na Bahia de La Paz está azul e quente...paraíso do pescador sub do azul...Nado até o inflável que já ia escapando com a leve brisa que soprava e aponto o GPS para o próximo ponto. Uma milha mais e operação se repete. Me preparo, coloco o inflável um pouco acima do ponto, com relação ao vento e à correnteza e me jogo na água, deixando o mesmo a deriva e torcendo pra que siga o trajeto esperado e esteja por perto quando eu precisar subir. O vento já é apenas uma brisa e a pouca correnteza, típica da maré de quarto ajuda a manobra. A matemática é boa e passo justo onde deveria. Sou rodeado por um cardume de dourados, escolho o maior e disparo. Apesar do bom disparo, com minha Rob Allen, 150, que na verdade é da Lilian Horayama, o peixe sai tomando linha pra baixo e fico só observando de cima, com a mão na linha. Para maior esportividade, escolhi cair de carretilha e arpão com barbela.

 

Desembarcamos tudo na ilha do Panamá onde passaríamos os próximos 4 dias inteiramente dedicados e focados na pesca dos atuns. Na viagem anterior, havíamos embarcado 10 peixes no total, 2 meus, dois de cada um dos franceses que estávamos guiando e 4 de um amigo que mora aqui do Panamá. A Lilian, com uma arma não adequada, acabou perdendo algumas oportunidades e queria a revanche...

Deixamos malas, computador, comida e os utensílios de comida juntamente com nosso cozinheiro e partimos para nossa primeira tarde de caçada de atuns...é uma verdadeira caçada...